miércoles, 24 de septiembre de 2014

Protesta de independentistas canarios en las Islas Salvajes.Un grupo de activistas de Alternativa Nacionalista Canaria (ANC) 'aterrizó' el lunes en Hayes en una protesta simbólica de la oposición a las prospecciones de petróleo previstas dentro del área y reclamar la soberanía sobre esas islas. Pedro González, portavoz del ANC, ha explicado hoy a Lusa que la acción no quiere "ningún conflicto abierto con Portugal" - que tiene soberanía sobre las islas Salvajes- sino más bien "sensibilizar al pueblo portugués del problema de las prospecciones de petróleo

Independentistas das Canárias em protesto nas Selvagens

Reivindicação de soberania sobre aquele arquipélago motivou protesto

Actualizado ontem, às 11:20  http://www.dnoticias.pt/
Lusa
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Um grupo de militantes da Alternativa Nacionalista Canária (ANC) 'desembarcou' na segunda-feira nas Ilhas Selvagens num protesto simbólico de contestação às prospeções petrolíferas previstas na zona e de reivindicação de soberania sobre aquele arquipélago.
Pedro Gonzalez, porta-voz da ANC, explicou hoje à agência Lusa que a ação não pretende "abrir qualquer conflito com Portugal" - que tem a soberania sobre as Selvagens -, mas antes "sensibilizar os portugueses para o problema das prospeções petrolíferas".
"Queremos que Portugal, no seu trabalho de proteção deste meio ambiente, e em consideração deste espaço natural, tenha consciências de que as explorações petrolíferas serão próximas. Portugal pode ter essa sensibilidade porque o demonstra com os seus espaços naturais", disse, apelando também à intervenção da UE no caso.
Em junho passado, o Tribunal Supremo espanhol rejeitou sete recursos apresentados contra o decreto que autorizava a realização de "perfurações exploratórias" para procurar petróleo nas águas próximas ao arquipélago das Canárias.
No final de maio passado, o Governo espanhol deu 'luz verde' à realização das "perfurações exploratórias", contra a posição das autoridades das ilhas e de várias organizações ambientais.
O Governo das Canárias, o parlamento e os cabildos (entidade administrativa local) de Lanzarote e Furteventura opõem-se a todo tipo de prospeções petrolíferas
na zona, porque consideram que põem em risco o património natural e a indústria turística do arquipélago.
O Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza (WWF) no início de junho apresentou uma queixa na Comissão Europeia por incumprimento das normas
comunitárias quanto à autorização das prospeções da petrolífera Repsol nas Canárias.
Pedro Gonzalez reiterou que a ANC, como força independentista, defende a independência do arquipélago das Canárias e que, nesse cenário, "se teria que conversar com Portugal".
"Somos independentistas. O tema das Selvagens tem que ser resolvido com Portugal. Temos que aplicar a lei do mar e traçar uma linha mediana com a Madeira, o que colocaria as Selvagens em águas das Canárias. Tal como o fazemos com as linhas medianas com Marrocos", afirmou.
O facto de estas ilhas se encontrarem mais próximas do arquipélago das Canárias do que do da Madeira (165 quilómetros a norte das Canárias e a 250 quilómetros a sul da cidade do Funchal) tem provocado alguma discórdia entre Portugal e Espanha.
Uma série de registos factuais confirmam os mal-estares registados pontualmente entre os dois países. Em setembro de 1911, o Governo espanhol comunicou
a Portugal que deliberara incorporar as Selvagens nas Canárias, mas em 1938, a Comissão Permanente de Direito Marítimo Internacional confirmou a soberania
portuguesa.
Em 1972, ocorreu a apreensão nas ilhas de duas embarcações de pesca espanholas, três anos depois, espanhóis das Canárias hastearam a bandeira espanhola na Deserta Grande, em 1996 um helicóptero da Força Aérea espanhola aterrou na Selvagem Grande e, em 1997, foram registados voos rasantes de aviões militares espanhóis sobre a Reserva Natural.
A questão da classificação das Selvagens como "rochedos" ou como "ilhas" tem também marcado alguma tensão entre os dois países, porque, segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, enquanto "rochedo", o Estado tem direito a 12 milhas do mar territorial e a uma zona contígua até às 24 milhas e, enquanto "ilhas", dispõe do direito a uma Zona Económica Exclusiva que pode ir até às 200 milhas.
Esta definição ganha importância por estarem em curso, até 2016, os estudos da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.

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